Camaçarí / BA - 20 de Abril de 2026
Publicado em 20/04/2026 12h05

Abril Verde alerta para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais entre trabalhadores baianos

Salvador ocupa lugar de destaque no ranking de afastamentos por incapacidade
Por: Assessoria de comunicação

A campanha Abril Verde, dedicada à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, chama a atenção para um problema que impacta, todos os anos, milhares de trabalhadores baianos: os acidentes e doenças relacionadas às atividades profissionais. 

 

Dados recentes apontam que o desafio permanece grande na Bahia, onde, somente entre os meses de janeiro e agosto de 2025 foram registrados 10.187 acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, com 63 óbitos. O volume representa a média de 1.390 ocorrências por mês. No entanto, sindicatos da categoria defendem ainda que, esses dados são significativamente ampliados, quando consideradas as subnotificações. Para eles, até 85% das incidências não são oficialmente registradas. 

 

Em Salvador, o impacto é ainda mais alarmante pois a capital baiana posiciona-se entre as cidades com maior volume de benefícios concedidos por incapacidade relacionada ao trabalho no país, entre 2012 e 2023, com 330.756 afastamentos registrados, segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab/ MPT e OIT). 

 

De acordo com o professor da Afya Salvador e médico especialista em saúde do trabalho, Fábio Maciel, grande parte dos acidentes e doenças ocupacionais poderiam ser evitadas com cuidados simples e rotineiros. 

 

"A maioria dos acidentes de trabalho não ocorre por falta de tecnologia sofisticada, mas por falhas básicas de organização, comportamento e controle de riscos. Algumas medidas simples mas com grande impacto podem ser tomadas pelos empregadores e por empregados. Para elas, o mapeamento dos riscos físicos, químicos, ergonômicos e de acidentes são essenciais, além da implementação de controles básicos, como proteções em máquinas; organização do fluxo de trabalho; sinalização; treinamentos periódicos; fornecimento e fiscalização do uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs); pausas frequentes; ergonomia básica nos postos de trabalho e comunicação efetiva sobre os riscos. Já os trabalhadores devem fazer o correto uso dos EPIs fornecidos; evitar improvisações; respeitar os limites físicos, especialmente em atividades com esforço ou repetição; comunicar dor, fadiga ou condições inseguras precocemente; seguir com os procedimentos operacionais e treinamentos recebidos", destaca o especialista. 

 

Entre os agravos mais comuns, de acordo com o especialista, estão as lesões musculoesqueléticas, distúrbios por esforço repetitivo, transtornos mentais relacionados ao estresse ocupacional e acidentes envolvendo máquinas, quedas ou transporte. 

 

Tarcísio Viana, professor da Afya Guanambi e fisioterapeuta, pós graduado em Saúde Coletiva, elenca quais são as alterações mais frequentes: "Destacam-se as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), que acometem músculos, tendões e articulações, provocando dor, fadiga, formigamento e limitação funcional. Além disso, queixas como lombalgia, cervicalgia e tendinite são frequentemente observadas em trabalhadores expostos a posturas inadequadas, levantamento de cargas e tarefas repetitivas.  

 

O trabalho multidisciplinar é essencial no diagnóstico e auxílio para o trabalhador. Tarcísio explica como os profissionais da fisioterapia atuam na área: "O fisioterapeuta pode atuar de forma relevante no campo da saúde do trabalhador por meio de avaliações funcionais e elaboração de laudos técnicos relacionados a acidentes e doenças ocupacionais. A partir da análise clínica e biomecânica, esse profissional pode identificar limitações funcionais, incapacidades e o possível nexo entre a atividade de trabalho e condições". 

 

Já o professor do Direito do Trabalho da Afya Salvador e advogado Roberto Musiello, lembra que a questão vai além dos impactos na saúde do trabalhador e podem gerar consequências jurídicas para as empresas, pois, pela legislação brasileira, é responsabilidade das empresas manterem saudável o ambiente de trabalho. 

 

Segundo Musiello "Compete às empresas cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares quanto à medicina, segurança e higiene do trabalho, como também cabe aos trabalhadores cumprirem as orientações de seus empregadores como, por exemplo, o uso de EPIs. Todavia, se o empregador negligenciar a fiscalização e cumprimento das normas de proteção da saúde do trabalhador no ambiente de trabalho, estará sujeito às regras que tratam da responsabilidade civil previstas no Código Civil, além das sanções administrativas a serem aplicadas pelo órgão competente que podem variar de multa até interdição do estabelecimento.

 

Na hipótese de acidente do trabalho, uma vez comprovada a culpa do empregador pelo evento e daí resultar na da perda ou redução da capacidade laborativa do empregado em processo judicial devidamente instaurado para este fim, o empregador poderá ser condenado a indenizar o empregado em danos morais e materiais", destaca



Sobre a Afya 

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.
Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil e "Valor 1000" (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa "Liderança com ImPacto", do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.
Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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